Descrição, Prós e Contras
A primeira vez que usei Asad foi num sábado pela manhã e três pessoas perguntaram que perfume eu estava usado, e já era hora do almoço!!
Isso não acontece por acaso com perfumes árabes: a Lattafa possui uma verdadeira mania de criar fragrâncias que se apegam à pele, de modo a perfumar um círculo de dois metros em torno de você. E Asad não é exceção: ele é quase agressivo na projeção, daquelas fragâncias que você dá duas borrifadas e já tá demais.
A abertura é uma pancada de pimenta preta com abacaxi que, no papel, não faz sentido algum, mas na pele, ela se torna quase viciante. O tabaco entra em cena logo a seguir, não o tabaco doce que encontramos em shoppings, mas um tabaco mais potente, que lembra a primeira tragada de um caro cigarro em um bar escuro.
E aqui vai o coração da coisa. Patchouli com café deveria ser uma combinação que não dá certo, mas aqui dá certo, como duas sambistas embriagadas – cada uma seguindo seu ritmo, fugindo da outra, mas no fim dá samba. A íris dá uma limpada no meio dessa bagunça toda, trazendo um frescor inesperado.
E aí vem o fundo. Baunilha, âmbar, madeira seca – o trio que todo perfume oriental usa, mas aqui tem algo de diferente. O benjoim e o ládano fazem uma base resinosa que adere à roupa por dias. Não estou brincando. Uma camisa da qual usei com Asad ainda possuía um vestígio do perfume após três lavagens na máquina.
Duração? Umas doze horas fácil. Projeção? Moderada a forte nas quatro primeiras horas, depois fica mais contida, mas continua lá perto de quem está te rodeando.
O bom perfume não é para qualquer um. Se você gosta de fragrancia discreta, pode ficar longe deste. Asad é para quem quer ser notado, para quem não tem vergonha de ocupar o seu espaço olfativo. É perfume de homem que não pede desculpa pelo espaço que ocupa ali.