Quando o assunto é investimentos, muitas são as dúvidas geradas, não é mesmo? Por este motivo, falaremos um pouco neste texto sobre o Tesouro Direto, abordando se ele é seguro e mostrando se é seguro investir. Se você pensa em fazer este investimento, fique de olho neste texto.
Para as pessoas que estão à procura de investimentos que não irão correr muito risco, o Tesouro Direto é uma das melhores alternativas por serem considerados seguros. Isso acontece porque são títulos públicos que têm opções de aplicações com baixos aportes, tornando este segmento bem acessível.
Desenvolvido pelo governo federal o Tesouro Direto foi criado em 2002 e tinha como principal objetivo realizar a captação de recursos e, consequentemente, financiar dívidas públicas.
Com o aumento do interesse das pessoas no assunto também houve um crescimento na curva é apenas em abril de 2022, por exemplo, foram investidos mais de R$3 bilhões e ainda teve um acréscimo de mais de 34 mil investidores, de acordo com números da Secretaria do Tesouro Nacional.
A operação acontece de forma simples onde o investidor escolhe a compra de um título público por um determinado valor e, passado um tempo, tem o retorno do dinheiro com um acréscimo de juros.
Para se ter uma ideia de como o investimento pode ser baixo, é possível encontrar um título por R$30 e, normalmente, a valorização que acontece durante o período de um ano é em média de 11%.
Importante pontuar que o melhor momento de adquirir o Tesouro Direto é quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Selic estão com um alto índice. Afinal de contas, eles que são utilizados como base para o rendimento do investimento.
Lembrando que qualquer pessoa pode fazer a aquisição de um título do Tesouro Direto sendo física ou jurídica.
Conheça as opções de títulos de Tesouro Direto disponíveis no mercado
Se você está interessado em investir no Tesouro Direto, que faz parte de um investimento de renda fixa, terá à disposição alguns tipos e para não ficar com dúvidas vamos explicar a diferença de cada um.
Mas antes é bom reforçar que um investimento de renda fixa garante sempre o resgate de um valor maior daquele que foi aportado quando o resgate acontece na data de vencimento do título.
Pronto. Agora, anote aí os tipos de Tesouro Direto:
1 – Tesouro Selic (LFT)
Este título também leva o nome de pós-fixado e o seu rendimento acontece proporcional à taxa de juros e, por este motivo, pode ter uma variação ao longo do investimento. Para se ter uma ideia a Selic, taxa básica de juros da economia, tem tido um rendimento, mais ou menos de 0,5% ao ano.
2 – Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)
Nesta opção os juros dos títulos, que são prefixados, têm como principal característica a taxa prefixada de juros que é acrescida a conta do investido semestralmente. Desta forma, pode ser uma garantia de renda extra enquanto a aplicação estiver acontecendo.
Uma das vantagens de escolher o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais é que você saberá exatamente o valor que terá que ganhar no vencimento do título.
Além disso, é possível receber os rendimentos antes do prazo final. Porém, a dica é que você deve tomar cuidado com a venda antecipada do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, pois estamos falando de um investimento de longo prazo.
3 – Tesouro Prefixado (LTN)
Com uma taxa de juro fixa, o Tesouro Prefixado (LTN) permite que o investidor saiba exatamente quanto vai receber no vencimento do título. Ele é indicado para quem precisa de investimento de baixo risco.
Este tipo de investimento possui algumas características importantes. São elas:
- Garantia de rentabilidade fixa sem depender de nada;
- Saberá o valor de rendimento no vencimento;
- Se o investidor optar por resgatar antes do prazo final, o Tesouro garante que ele poderá recomprar o título pelo valor no mercado.
4 – Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)
Estes títulos são híbridos e a correção acontece dependendo do resultado da inflação mais uma porcentagem para dar a garantia que a remuneração será maior do que a taxa inflacionária. Ele é conhecido como pós-fixado e o pagamento é realizado semestralmente.
O Tesouro IPCA com Juros Semestrais NTN-B é indicado para as pessoas que procuram por uma rentabilidade indexada ao IPCA. Além de ser uma boa ideia para aplicações com períodos mais longos.
5 – Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)
Também são títulos híbridos com a correção via resultado da inflação com o acréscimo de alguma porcentagem para dar a garantia que a remuneração seja maior do que a taxa inflacionária.
Se o investidor mantiver o valor até o vencimento, terá uma rentabilidade maior do que a inflação.
Saiba mais detalhes de como funciona o Tesouro Direto
Gostou das opções de investimento que o Tesouro Direto pode proporcionar? Então, chegou o momento de conhecer mais detalhes de como funciona todo este processo.
Algumas pessoas acabam não investindo por acharem que este é um assunto apenas de pessoas que possuem muito dinheiro. Mas isso não é verdade! Com o Tesouro Direto, por exemplo, como falamos no início do texto, o investimento pode acontecer a partir de R$30. Mas, claro, que pode ter a opção de investimentos maiores e, por este motivo, pode ser comprado por lotes.
Lembrando que você está financiando uma parte da dívida pública federal e, por este motivo, terá um retorno do “empréstimo” com uma taxa de juros, ou seja, um acréscimo do primeiro valor aportado.
No caso do Tesouro Direto, o valor de cada título que está em negociação e a rentabilidade proposta é o valor que o governo pagará ao investidor por ter financiado aquela dívida. Por isso, que a quantia mínima que poderá ser investida é referente a 0,01% de cada título que foi emitido pelo governo, representando 1% do valor do papel.
O vencimento acontece da seguinte forma: quando emite um título do Tesouro Direto, o governo já define qual será a data de vencimento, que é quando o investidor terá o seu dinheiro de volta com os rendimentos escolhidos.
Só é importante pontuar que o investidor poderá fazer os saques antes do prazo, mas é necessário ficar de olho sobre os valores que serão devolvidos para não sair no prejuízo.
Geralmente, os investimentos e os resgates podem acontecer em horário comercial, ou seja, das 9h30 às 18h e utilizam os preços e as taxas que estão sendo operadas naquele momento.
Se você optar por fazer esta transação em outro horário como, por exemplo, das 18h às 5h ou até mesmo nos finais de semana e nos feriados, poderá utilizar os preços a taxas que estão no site do Tesouro Direto como referência.
Eu preciso pagar uma taxa para investir no Tesouro Direto?
Outra dúvida frequente é sobre o pagamento de taxas no momento do investimento. De acordo com a legislação, três taxas podem ser cobradas quando o assunto é a compra de títulos públicos. O valor varia dependendo do tempo e do valor que foi aplicado.
A primeira taxa é conhecida como taxa de custódia é a cobrança é de 0,2% por ano e acontece sobre os ganhos acima de R$ 10 mil. O desconto é feito pela B3, lugar onde acontecem as negociações de ativos financeiros, a cada semestre, com o intuito de cobrir os custos com a operação da bolsa de valores.
A próxima taxa é bem conhecida dos brasileiros: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas ela só é descontada se o investidor fizer o resgate do valor aplicado em até 30 dias da aplicação. A porcentagem pode variar de 3% a 96% do rendimento. Caso o resgate aconteça após os 30 dias, esta cobrança não será realizada.
Última taxa é o Imposto de Renda direto na fonte, que é cobrado em todos os valores. A alíquota é feita de forma regressiva dependendo do tempo de investimento. Para se ter uma ideia, um valor aplicado acima de 720 dias pagará um valor de 15%.
Ainda falando sobre os custos, o Tesouro Direto possui uma taxa de custódia, que é paga pelo serviço da B3, responsável por fazer a guarda dos títulos públicos e deixar disponível as informações sobre movimentações e saldos.
A porcentagem desta taxa é 0,25% ao ano em cima do valor que foi investido e a cobrança é feita a cada seis meses.
Uma boa notícia para quem investimento de até R$10 mil no Tesouro Selic é que esta taxa não será cobrada. Porém, se você de R$11 mil investidos pagará R$2,50, equivalente aos R$1 mil que passaram do valor máximo sem a necessidade de cobrança.
Além disso, as próprias empresas de investimentos podem cobrar outros tipos de taxas administrativas, por este motivo, é importante se atender a todos estes detalhes antes de fechar o negócio.

Saiba quais são os passos que você precisa dar para investir no Tesouro Direto
Para comprar um título no Tesouro Direto é bem simples e até mesmo a pessoas que não tem muito conhecimento no assunto poderá fazer parte deste investimento. Além disso, atualmente, é possível encontrar diversos conteúdos relacionados que também poderão dar todo o auxílio necessário.
Vamos aos passos:
1 – Encontre uma corretora
A primeira coisa que deve ser feita é encontrar uma corretora de confiança. Para isso, faça pesquisas na internet, principalmente, em sites de reclamações para entender como a plataforma se comporta com os seus clientes.
Se tudo estiver certo, é só criar a conta e optar pelo investimento no Tesouro Direto. Depois disso, a corretora fará o seu cadastro junto ao Tesouro Nacional.
2 – Cadastro na plataforma do Tesouro Direto
Após que você entrar em contato com a corretora, chegará um e-mail com uma senha provisória para entrar na parte restrita da plataforma do Tesouro Direto. Depois deste acesso, você vai precisar fazer o cadastro e criar uma senha da sua confiança.
3 – Opte pelo título que atenda o seu objetivo
Explicamos acima todos os tipos de títulos de Tesouro Direto que tem à disposição, por este motivo, este é o momento de escolher qual se encaixa no investimento que deseja fazer neste momento: prefixado, pós-fixado ou atrelado à inflação.
4 – Momento de investir
A última etapa é a hora de realizar o investimento. Com o título escolhido, é a vez de colocar o valor na plataforma para dar continuidade ao processo. Para fazer isso, você terá que voltar ao site da corretora e realizar a compra.
Após este momento, o investidor tem acesso aos extratos para acompanhar o andamento do seu investimento. Lá, será possível verificar rendimentos, vencimentos, taxas cobradas, dentre outros detalhes.
Lembrando que o investimento no Tesouro Direto é um dos mais seguros do mercado e um calote é uma coisa quase improvável. Mas, claro, não podemos pensar que o risco é zero. Então, preste sempre atenção e acompanhe como o andamento das suas aplicações.
Veja qual é a diferença entre CDB e Tesouro Direto
Um assunto que causa confusão na cabeça das pessoas é sobre a diferença entre CDB e Tesouro Direto, já que são operações de renda fixa e também falamos de compra de títulos de créditos.
Porém, podemos encontrar dois pontos que diferem as duas aplicações: o primeiro é a forma de emissão do título, pois o responsável pela emissão do Tesouro Direto é o governo federal e o CDB é emitido por instituições financeiras privadas.
A segunda diferença é quando olhamos o risco de crédito. O Tesouro Direto por ser um título público tem menor risco enquanto o CDB podemos ter variação de acordo com o banco investidor e é, por este motivo, que este investimento conta com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
E por falar em proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o Tesouro Direto não possui este tipo de cobertura. Quem dá a garantia é o Tesouro Nacional.
Você já tem algum investimento no Tesouro Direto? Compartilhe com a gente como foi a sua experiência e, se possível, conte a corretora que você fez a aquisição.