Neste artigo vamos abordar quais são as revistas de maior circulação no Brasil e as mudanças que o mercado de revistas vem apresentando. Confira!

Com o advento da internet muita coisa mudou ao longo dos últimos anos. As revistas de maior circulação no Brasil passaram a comercializar seus exemplares tanto na esfera impressa quanto na digital pois enquanto a circulação digital ganha destaque, a impressa cai. Veja abaixo os levantamentos sobre as revistas que mais circulam atualmente!

As quatro revistas de maior circulação no Brasil e seus números

Para oferecer uma visão comparativa sobre o assunto, apresentamos dados referentes à pesquisa realizada pelo Instituto Verificador de Comunicação que contabilizou o número de circulação das revistas no intervalo de janeiro de 2018 a novembro do mesmo ano.

O levantamento em questão mostra-se como o mais recente comparando as maiores revistas do mercado. Porém, através de informações divulgadas nos Mídia Kits das revistas obtivemos números atualizados que indicaremos abaixo.

Com base na pesquisa citada, as revistas de maior circulação no Brasil são:

1. Veja

A revista semanal da Editora Abril contou com circulação total equivalente a 915.094 mil exemplares, sendo 366.180 mil em meio digital e 548.914 em mídia impressa.

revista veja

Conforme dados de circulação veiculados na plataforma PubliAbril, referentes a pesquisa da IVC feita em outubro de 2019, os números de circulação líquida foram os seguintes: 320.133 mil exemplares da revista digital e 237.181 mil da versão impressa.

Em seu Mídia Kit 2020, a Abril informou, tendo como fonte pesquisa da IVC de janeiro deste ano, que sua circulação no impresso e digital foi de 503 mil exemplares.

2. Época

Publicada semanalmente pela Editora Globo, a Época atingiu circulação total de 493.970 mil exemplares, 253.189 mil em meio digital e 240.781 mil no impresso.

revista época

O Mídia Kit 2020 da Época revela que a circulação da revista é de 132.544 mil exemplares, baseado em pesquisa da IVC de março deste ano.

3. Exame

Revista quinzenal da Editora e Comércio Valongo, que antes era propriedade da Editora Abril, a Exame teve circulação impressa de 85.865 mil exemplares e digital de 40.146 mil, totalizando 126.011 mil.

revista exame

A página da PubliAbril divulga o desempenho da revista, antes de ser vendida para o BTG Pactual, com base no levantamento da IVC feito em outubro de 2019. A circulação digital foi de 33.681 mil e a impressa de 39.602 mil.

O Mídia Kit 2020 da revista parece não estar disponível na rede.

4. Caras

A revista Caras é uma publicação mensal editada na Argentina pela Editorial Perfil e no Brasil pela Editora Abril. Também possui uma versão em Portugal e Angola.

revista caras

A Caras aborda assuntos voltados a celebridades. Encontramos o midia kit da Revista Caras, mas ele parece estar desatualizado e há divergência de números. De toda a forma, todos os levantamentos apontam como a Caras como a quarta revista de maior circulação no Brasil.

Queda na circulação da Época e Veja

Os números expostos acima já indicam a queda sofrida por essa duas revistas de maior circulação no Brasil. Uma auditoria do site poder 360 revelou uma queda total de 31% na circulação da número 1 no Brasil, a Veja.

A quantidade de cópias no meio impresso caiu de 425,9 mil para 243,4 mil, isto é, houve queda de 43%. A diminuição foi menos impactante no campo digital, onde o número de exemplares mudou de 376,2 mil para 312,9, uma diminuição de 17%.

As perdas na circulação da Época foram mais expressivas. O número de exemplares impressos passou de 240,8 mil para 91,5 mil registrando decaída de 62%. Já a versão digital caiu 68%, indo de 258,5 mil para 83,9 mil. A queda geral foi de 65%.

Leitores recorrem a sites de revistas e jornais para se informar

Embora o panorama de tiragens não seja animador, há registro de aumento de leitores que acessam os sites dos jornais e revistas de maior circulação no Brasil a fim de ler notícias confiáveis.

É o que conta a Associação Nacional de Jornais em postagem recente. O site comenta a pesquisa feita pelo IVC durante o intervalo entre 15 e 21 de março. A auditoria constatou a procura do brasileiro, seguindo a esteira de outras nacionalidades, pelo jornalismo profissional neste período sem precedentes.

O crescimento do número de páginas visitadas, sessões e quantidade de visitantes foi de 40% comparado à semana do dia 8 ao 14 de março. O aumento parece ter acompanhado a mudança no comportamento leitor dos visitantes desse sites. A IVC indica elevação da leitura realizada por meio de smartphones no período analisado.

Na semana do dia 8 a 14, o IVC contabilizou 242.550.073 milhões de visualizações de páginas em dispositivos móveis. Na semana seguinte, o número subiu para 355.993.921 milhões, caracterizando aumento de 47%.

A título de comparação, a variação apresentada por desktops, tablets e outros dispositivos foi de, respectivamente, 33%, 37% e 17%.

Muitos dos jornais e revistas de maior circulação no Brasil seguiram a tendência mundial e disponibilizaram acesso livre aos conteúdos, fato que pode ter encorajado a subida nos números de visitas aos websites desses meios de comunicação.

A revista mais vendida ma história do Brasil

Apesar de não estar mais em circulação, a revista mais vendida da história foi a Playboy de dezembro de 1999, com Joana Prado, a Feiticeira, ícone dos anos 90 e assistente de palco do programa H da Bandeirantes apresentado então por Luciano Huck. As vendas da revista superaram 1.200.000 exemplares.

A segunda revista mais vendida na história do Brasil foi a Playboy de março de 1999 com Suzana Alves, a Tiazinha e quase ultrapassou os 1.200.000 exemplares vendidos por Joana Prado.

As revistas de maior circulação no mundo

Se no Brasil as três revistas de maior circulação são a Veja, Época, Exame e Caras, a nível mundial as revistas de maior circulação são a as revistas “A Sentinela” e “Despertai!”, ambas publicadas pela Watchtower Bible and Tract Society.

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