Tem ouvido falar da telemedicina, telessaúde e telediagnóstico, mas não sabe bem o que esses termos significam? Acompanhe o texto e descubra tudo o que você precisa sobre o assunto!
Telemedicina, telessaúde e telediagnóstico são, muitas vezes, usados como sinônimos. Mas, apesar de se referirem ao contato médico-paciente à distância, as palavras têm significados diferentes. É importante conhecer não apenas para usar os termos corretamente, como para ter facilidade em compreendê-los quando eles forem propostos a você.
Para ajudar, apresentamos a seguir o que é como funciona a telemedicina, telessaúde e telediagnóstico.
O que é a telessaúde?
O termo telessaúde faz referência a um amplo sistema, um conjunto de serviços remotos que usa da tecnologia para prestar atendimento à distância ao paciente. Esses serviços incluem a assistência e diagnóstico do paciente. Incluem também a educação e pesquisa em saúde, que não têm mais a ver com o indivíduo a ser tratado, mas sim com o desenvolvimento da área médica. Isso significa que, além das consultas médicas, a telessaúde engloba a troca de conhecimentos entre profissionais e pesquisadores em saúde.
É uma forma de manter os especialistas da área atualizados e permitir que muitos deles discutam aspectos importantes dessa ciência. No fim, a contribuição aos conhecimentos médicos pode ser enorme.
A telessaúde é necessária porque, muitas vezes, especialistas e pacientes não estão próximos fisicamente. Então, com o uso principalmente de videoconferências, os indivíduos interessados podem se conectar e trocar as informações necessárias.
O que é telemedicina?
Enquanto a telessaúde é um termo amplo, que engloba todo o citado, a telemedicina é mais específico. A telemedicina nada mais é do que “um braço” da telessaúde. Seu papel é fazer o diagnóstico remoto de pacientes. Para isso, a telemedicina utiliza de laudos médicos. Assim, o médico especialista pode verificar o que está acontecendo com o paciente.
A telemedicina também é utilizada para que o médico obtenha uma outra opinião. Ou seja, caso o profissional deseje consultar outro médico ou especialista sobre o diagnóstico de um paciente, poderá fazê-lo.
O paciente pode ou não participar dessa conferência. Mas, caso não, sua identidade e privacidade deverão ser preservadas. Uma segunda opinião pode facilitar o diagnóstico do indivíduo consultado.
Para que a telemedicina seja utilizada, é preciso que o paciente já tenha tido um encontro presencial com o médico. Assim como o telediagnóstico, que explicaremos a seguir, ela é um complemento, uma continuação de uma consulta prévia, feita “ao vivo”.
O que é telediagnóstico?
Como o seu nome sugere, o telediagnóstico nada mais é do que a emissão de um laudo ou exames para um diagnóstico. É algo muito semelhante à telemedicina, não é mesmo? De novo, porque os termos são diferentes, mas estão ligados à mesma ideia de consulta médica à distância.
Os exames avaliados pelo profissional médico podem ser de imagem ou mesmo gráficos. O paciente ou laboratório responsável fazem o envio dessas informações ao especialista por meio da internet.
A telemedicina, telessaúde e telediagnóstico são frequentemente utilizados em comunidades distantes, que não têm um médico responsável. Por exemplo: se uma comunidade ribeirinha tem apenas um profissional enfermeiro disponível, o enfermeiro pode contatar o médico e pedir orientações sobre o diagnóstico e como proceder com determinado paciente.
Mas vale dizer que, mesmo que tenha acesso ao profissional, a localidade pode usar dos recursos tecnológicos para o apoio de saúde. Pode ser uma saída para emergências, especialmente.
História da telessaúde, telemedicina e telediagnóstico
A telessaúde, telemedicina e telediagnóstico têm sua origem indicada no século XX, quando tecnologias como o telefone se estabeleceram, mas estudiosos do tema, muitas vezes, sugerem esse surgimento em um período ainda bem anterior. Segundo eles, uma espécie de telessaúde surgiu ainda na Idade Média. Nessa época, por causa de um surto de pragas na Europa, um médico se isolou. Mas, para manter o atendimento de pacientes, um agente comunitário visitava esse médico. Cada um ficava em uma margem do rio, e o agente relatava os sintomas dos pacientes. O médico, então, propunha a solução adequada.
Com a popularização da telemedicina nos dias atuais, já foram percebidas melhoras na qualidade de vida das populações. Segundo estudo, países com investimento em telemedicina e saúde melhoraram a qualidade dos cuidados médicos e a acessibilidade da população a eles. Apesar desses benefícios, cada país tem suas próprias regras para o uso das tecnologias no cuidado com seus habitantes.
Serviços de telessaúde no Brasil
No Brasil, os serviços de telessaúde e telemedicina são permitidos e regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina, mas com limitações.
Aos médicos brasileiros, é permitido o uso da telemedicina em casos específicos e emergenciais. Isso inclui, por exemplo, a emissão de laudos a distância e diagnóstico emergencial. Porém, mesmo que seja uma demanda frequente da categoria médica, a teleconsulta não é permitida. A teleconsulta seria nada mais do que a consulta à distância entre médico e paciente.
O Conselho Federal permite apenas a telemedicina e telediagnóstico, como continuação de uma consulta prévia realizada pessoalmente. De qualquer forma, durante a pandemia da Covid-19, novas regras foram editadas sobre a telemedicina brasileira. Apesar de temporárias, as normas deram permissão de uso das teleconsultas e:
- Da teleorientação, permitindo que os médicos, à distância, deem orientação e façam o encaminhamento de pacientes para o atendimento presencial;
- Do telemonitoramento, permitindo o monitoramento remoto de pacientes com suspeita ou diagnosticados com o coronavírus;
- Da teleinterconsulta, permitindo a troca de informações entre médicos, de forma on-line, para o diagnóstico mais preciso do indivíduo.
SUS e planos de saúde oferecem os atendimentos de telemedicina, telessaúde e telediagnóstico. Vale a pena verificar o que a sua região tem acesso hoje.